DALAI LAMA ANUNCIA QUE ABANDONARÁ FUNÇÕES POLÍTICAS

Dalai Lama/Reuters
Ele questiona se instituição Dalai Lama deve continuar

Dalai Lama anuncia que abandonará funções políticas

AFP
Líder tibetano anunciou que transmitirá funções a uma pessoa eleita
O líder espiritual do Tibete, Dalai Lama, anunciou nesta quinta-feira que abandonará suas responsabilidades políticas à frente do governo tibetano no exílio, que ficarão a cargo de um político eleito.
Durante pronunciamento que marcou os 52 anos do levante do Tibete contra a China, o líder espiritual anunciou que dará início ao processo de deixar suas funções políticas em uma sessão do Parlamento tibetano no exílio, que começa na próxima segunda-feira.
No final da próxima semana, o Parlamento elegerá um novo primeiro-ministro. O governo tibetano no exílio tem sede na cidade de Dharamsala, no norte da Índia.
"Desde os anos 1960, eu tenho repetidamente afirmado que os tibetanos precisam de um líder, eleito livremente pelo povo tibetano, para quem eu possa transmitir o poder", disse o Dalai Lama.
"Agora, nós claramente chegamos à época para colocar isto em prática", afirmou.
O Dalai Lama negou que, com esta decisão, esteja se esquivando de responsabilidade, ou que esteja desanimado com a luta pela independência do Tibete. Segundo ele, a medida visa "beneficiar os tibetanos no longo prazo".
"Os tibetanos depositaram tanta fé e confiança em mim que, como um deles, eu estou comprometido em representar o meu papel na justa causa do Tibete", afirmou.
Campanha pela autonomia
Nascido em 1935, o 14º Dalai Lama foi considerado a reencarnação de Buda com apenas dois anos de idade, tendo sido entronado em 1940.
Vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1989, o Dalai Lama viaja pelo mundo defendendo a autonomia do Tibete, que é controlado pela China sob o status de “região autônoma”.
Uma porta-voz do Ministério do Exterior chinês afirmou que o anúncio visa "enganar a comunidade internacional". A China, que não reconhece o governo tibetano exilado, considera o líder tibetano um militante separatista.
O repórter da BBC em Nova Déli Mark Dummett afirma que o anúncio do Dalai Lama não é uma grande surpresa. Segundo ele, o líder espiritual vem gradualmente transferindo poder ao governo tibetano no exílio.
Dummett afirma que a tarefa de substituir o Dalai Lama em suas funções políticas não será tarefa fácil, já que nenhuma outra figura pública da região chegou perto de ter uma autoridade semelhante à do líder espiritual.

Dalai Lama fará consulta sobre sua sucessão

O líder espitirual tibetano exilado, o Dalai Lama, afirmou neste sábado que sua sucessão pode não ocorrer da forma tradicional.

Ele disse que em cerca de 15 anos fará uma ampla consulta sobre se a instituição do Dalai Lama deve continuar.

No passado, monges tibetanos costumavam reconhecer a próxima encarnação do Dalai Lama quando este ainda é uma criança, poucos anos após a morte do anterior."Quando eu tiver uns 90 anos de idade, consultarei os altos lamas de tradições budistas tibetanas, o público tibetano e as pessoas relevantes que seguem o budismo tibetanos para reavaliar se a instituição do Dalai Lama deve ou não prosseguir", disse ele por meio de um comunicado.
Mas uma contenda política com a China sobre as lideranças budistas tibetanas levaram ao questionamento do método.
O Dalai Lama já havia sugerido que um novo método poderia ser apropriado, como por exemplo, uma eleição.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110310_tibete_dalai_lama_rp.shtml

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